domingo, 25 de setembro de 2022

Já não quero mais

As palavras, as juras,

As promessas de que virá

Mas que nunca vem.


De que valem elas

Se os versos ficam esquecidos

Assim que apagam-se as luzes

Das telas vazias

E a solidão toma o teu lugar

E se torna minha companheira?


A solidão pisa e maltrata

Castiga, "fere e mata".


A distância não me alimenta

Sinto fome da tua presença

E que essa tão aguardada

Venha me alimentar


Já não quero mais as palavras

Elas já não fazem sentido

E nesse sentido o teu toque

É o que preciso

Para me acalmar

Para me saciar

Para me sentir

Vivo!



Antonio Oliveira

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