E me impulsiono pelo coração
Atravesso rios de emoção
Nado no mar da paixão.
Me perco no alto mar
Na deriva, tentando me achar
Me perco no teu olhar.
Mergulhei inteiro por você
Vou achar uma solução
Te pôr de vez no meu coração.
Quem te deu permissão
Para entrar onde não devia
Se mudar pra um coração
Que a muito morria?
Me pergunto como pode
Que tamanha petulância!
Tomar de assalto um coração
Que queria estar a distância.
Um coração que jurou não amar
Não esperava tão facil se entregar
Mas como nele ninguém manda.
Faço como crianças em ciranda.
Já que entrou deixar ficar.
Antonio Oliveira
Façam seu jogo, senhores.
Quanto vale uma criança
Sem brinquedos pra brincar
Encostada ao pé da porta
Sem nem forças pra chorar.
Quanto vale um sorriso
Do menino adormecido
Na infinita madrugada
Em seu sonho colorido.
Façam seu jogo, senhores.
Mãos no bolso, boa ação.
Façam seu jogo, senhores.
Alivia o coração.
Façam seu lance, senhores.
Toda alma quer perdão.
Façam sue lance, senhores,
No mercado da aflição.
Quanto vale a cor do ódio
Nesses olhos de criança,
Que não sabem ver ternura
E que da paz não têm lembrança.
Quanto vale uma lágrima
Triste, vil, em descaminho
Num rostinho de menino
Que tem medo de carinho.
Quanto vale um homem morto
No melhor do seu destino,
Pelo medo assassinado,
Esse resto de menino.
Quanto vale esse meu canto
Que já nasce estrangulado
Pelo nó da indiferença,
Canto tão desesperado.
Composição: Toquinho / Gianfrancesco Guarnieri
Sinto o vento e tento escutar o que ele me diz
Que mesmo longe alguém desejou-me: ser feliz.
Senti também um aroma interessante
E eu estando aqui sozinho, desejei ser dele amante.
Pedi ao mesmo vento
Que nas voltas que dará no mundo
Não se esqueça em nenhum segundo
De lhe falar do meu sentimento.
Ainda lhe pedi que se uma flor encontrar
Leve e entregue a ela sem uma pétala faltar.
Deixei o seguinte recado
Que ouça de bom grado
Que dentro desta rosa eu irei
E que quando chegar em suas mãos, dela sairei.
Antonio Oliveira
Lendo teus versos,
Desejos escritos em papel branco,
Vejo amor em versos
Sinto o amor em cada canto.
Palavras saídas do sentimento
Expressando um lindo relacionamento
Entre a mão, o lápis e o papel,
Que juntos nos conduzem ao céu.
Tu traduzes com perfeição
E mostra a tua intenção
De nos emorcionar
Encrevendo o seu jeito de amar.
@umtaltonne
Quem és tu, linda donzela
Que enches meus olhos com teu esplendor,
Aliviando esta alma singela
E curando toda dor?
Quem és tu, meu anjo
Que fazes sorrir o mais triste plebeu
Com a doce melodia do seu banjo
E entrego aos teus pés tudo o que é seu?
Quem és tu, que indicas o direção
A quem andas perdido caminho
Enchendo meu coração
De amor e de carinho?
És de Deus a mensagem cálida
És a flor de oliveira
És a forma de viver, a doce maneira
És a razão de minha vida!
Antonio Oliveira
Pensei tanto em você ontem,
que acabei sonhando contigo.
estavas tão linda,
tão magnífica...
pena que só foi um sonho.
e que minha boca não encostou na tua de verdade
pena.
pena de mim, que acordei chorando.
ao ver que não passou de um sonho,
mas espero que venhas de novo.
Se não for de verdade, que venha no sonho.
Pois hoje, pensarei novamente em ti.
Aliás, já estou pensando.
@umtaltonne
Teus negros olhos uma vez fitando
Senti que uma luz branda os acendia,
Pálida de langor, eu vi-te olhando-
Mulher do meu amor, meu serafim,
Esse amor que em teus olhos refletia...
Talvez! - era por mim?
Pendestes, suspirando, a face pura,
Morreu nos lábios teus um ai perdido...
Tão ébrio de paixão e de ventura!
Mulher de meu amor, meu serafim
Por quem era o suspiro amortecido?
Suspiravas por mim?
Mas... eu sei!... ai de mim? Eu vi na dança
Um olhar que em teus olhos se fitava...
Ouvi outro suspiro... d'esperança!
Mulher do meu amor, meu serafim,
Teu olhar, teu suspiro que matava...
Oh! não eram por mim!
Álvares de Azevedo