segunda-feira, 18 de julho de 2022

Poesia reclusa

Trancafiada

ela grita, está presa

então, balança as grades

querendo quebrá-las

doida pra se libertar

não consegue...


Ouço gemidos

ela chora,

implorando pra sair

mas não consegue.


Está escuro e frio

o peito que habita

não a deixa sair.


Ela é prisioneira!


Antonio Oliveira

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