No chão seco do sertão
Arrasto minha percata de couro
Tentando achar água como ouro
Vestido com meu gibão.
Ando léguas todo dia
Em busca da água que sacia
A sede dos meus filhos.
Sigo por todos os caminhos
Já não sei a direção
Quando vai ser, meu Deus! que terminará essa aflição.
Vou passando pelas estradas
Olhando os sítios vizinhos
Não vejo as mulheres sentadas
Cuidado dos seus filhinhos.
A seca matou tudo
Do peixe a galinha
Só nos sobra um punhado de farinha
Pois o resto acabou tudo.
A mandioca já secou
E o milho também
As vacas nem se levantam
Pedindo pela chuva que não vem.
Quando olho pro meu sertão
Os animais morrendo de fome
Faz doer o coração
Tudo é culpa do homem.
Antonio Oliveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário