Padim, meu padim Ciço
Abençoe este povo sofrido
Que sofre no sertão
Sem ver a chuva no chão.
Abençoe este povo sofrido
Que sofre no sertão
Sem ver a chuva no chão.
Com os de joelhos no chão
Te peço em minha oração
Ajude o teu povo nordestino
Que te ama desde menino.
Te peço em minha oração
Ajude o teu povo nordestino
Que te ama desde menino.
Que vive olhando pro céu
Rezando e suplicando ajuda
No coração o gosto amargo do fel
Olhos cheios d'água mas no sertão a secura.
Rezando e suplicando ajuda
No coração o gosto amargo do fel
Olhos cheios d'água mas no sertão a secura.
O vento jogando poeira
O sol queimando a terra
Na caatinga ascende a centelha
A seca num dá trégua.
O sol queimando a terra
Na caatinga ascende a centelha
A seca num dá trégua.
Valei-me meu santo padim
Conversa com o homem aí
Pra ter mais pena daqui
E mandar um pouquim de chuva aqui.
Conversa com o homem aí
Pra ter mais pena daqui
E mandar um pouquim de chuva aqui.
Antonio Oliveira
Sérgio Batista
Sérgio Batista
Siga os autores no Instagram:
@umtaltonne
@tudo_acabaempoema
@tudo_acabaempoema
Nenhum comentário:
Postar um comentário