Como és ingrata,
Fizeste-me ir ao deserto,
Perambular sobre as areias quentes
E não estavas lá.
Mandaste um sopro de vento
Anunciar que estarias a me esperar,
Mas em que lugar?
Não a achei.
Enviaste um peixe para dizer-me,
Que estavas a sofrer de tanto me esperar.
Fui ao profundo mar, tentei te salvar.
Mas não a encontrei.
De tantos lugares do mundo
Em que te procurei, só achei solidão.
Se fosses verdadeira, falavas
Que estavas dentro do meu coração.
Fui longe te procurar
E você tão perto estavas,
Trilhei rios e mares
Desertos e estradas
Andei sozinho pelas vilas
Buscando te achar,
Como fui tonto, nem pensei
Que dentro de mim.
Você pudesse estar.
Antonio Oliveira (31/10/2015)
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