sexta-feira, 7 de agosto de 2015

No Aconchego do Forró

No céu de bandeirolas reluzentes
No chão pizado e batido
Na dança maliciosa do Forró
A cultura ainda vive

Na fogueira que esquenta o frio
Na brasa ardente que assa
E dá um sabor gostoso
A nossa pequena batata

Na pinga que embriaga
A mente de quem a toma
Os fracos ficam bêbados
Os mais fracos em coma

No frio que chama a gente
A procurar quem quer a dança
No balé de dos corpos
O ritmo é a chama

Quem não gosta, não dança
Quem não dança, fica só
Só quem não fica sozinho
É quem dança o forró.

Antonio Oliveira

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