No céu de bandeirolas reluzentes
No chão pizado e batido
Na dança maliciosa do Forró
A cultura ainda vive
Na fogueira que esquenta o frio
Na brasa ardente que assa
E dá um sabor gostoso
A nossa pequena batata
Na pinga que embriaga
A mente de quem a toma
Os fracos ficam bêbados
Os mais fracos em coma
No frio que chama a gente
A procurar quem quer a dança
No balé de dos corpos
O ritmo é a chama
Quem não gosta, não dança
Quem não dança, fica só
Só quem não fica sozinho
É quem dança o forró.
Antonio Oliveira
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