quinta-feira, 20 de agosto de 2015

MARGINALIZADOS

Olhar vazio
A espera de um tostão
Vive jogado, sozinho
Comendo o que acha no chão

Quando era criança
Sonhava em fazer mudança
Ainda tinha esperança
De um país melhor

Hoje crescido, vive vagando
De esquina à esquina
De chão em chão
Sempre com medo, vai andando

Com idade avançada
A pele enrugada  
Sua cama é a calçada
Seu cobertor um papelão

Nela ele lhe estende a mão
- Um Real, pra comprar pão!
As vezes é pro pão
Outras, sabemos que não

Vivemos em um mundo mesquinho
Em que só pensamos em nós
Não conhecemos nossos vizinhos
Na multidão estamos a sós

Homens que poderiam está em melhor situação
Vivem a beira do caminho
Com frio e sem carinho
Sem lugar para lhe curar a dor

Antonio Oliveira










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