No vão aberto do meu peito,
jaz um coração de pedra,
duro, sujo. Cheio limo.
Por várias vezes tentaram limpar,
jogando algo e o fez sujar.
Disseram palavra bonitas,
que do limo fez brilho,
mas com o passar do tempo ofuscou.
Não sei o que fazer,
será que sou eu,
ou a vida que é assim
Triste estou. Amargurado. Sofrido.
Tentei por paixões procurar,
pra ver se voltava a brilhar,
mas não deu.
Sofri e sofro
por um amor louco
que o tempo esqueceu.
Ou será que fui eu.
Antonio Oliveira
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