quarta-feira, 22 de julho de 2015

Carta de amor

Carta de Amor
Lembro-me chorando, de quando líamos juntos sobre as cartas de amor
Quando o poeta dizia que "as cartas de amor são ridículas"
E te apresentei meu poeta...
Mas não sou ridículo, escrevo sempre cartas de amor... a meu modo!
Estão cá no coração, guardadas... Só abrirei pra ti, só pra ti!
E mesmo não sabendo o que me arrastou, como um imã
Para dentro de ti
Para a ternura de tua voz, para o consolo de tuas curvas
Quis dormir em teus braços, contemplando
Esta beleza que está além, muito além
Do que meus olhos podem ver...
E se abrires a carta de amor, que talvez seja ridícula, mas que está no coração
Saberás a verdade... Que
De tudo que vi e senti até agora, só está em ti
A paz que preciso, a metade que completa
Que teu colo é meu divã
Que tua psicologia é a melhor terapia
E meu coração junto com as cartas de amor
Está em tuas mãos
Meu coração ridículo.
Minha carta tímida.
Nossa carta de amor.
Dionísio de Jesus

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