Aquela que dá vida
Serve pra molhar
Pra lavar
Dá vida.
Vida sofrida
Castigada
Surrada
Vida vazia
Cheirando a morte
Animais secos
Sedentos morrem
Nordeste, Sudeste
Quem diria!
Que por ela
Povos discutia
Discutem
Transpõem
No Francisco pode!
No Paraíba não...
Enquanto isso
Vidas caem no chão
Chão marcado por ela
Sente sua falta
Rachaduras secas
Como a do sertão
Noticiam sua falta
Falam todos os dias
Que barragens que eram grandes
Hoje jaz vazias
Erro meu, seu, nosso.
Governo que não faz nada
Povo que nada diz
Vejo um povo infeliz
Gritando, pedindo
Um gole
Um gole da água que lava,
molha e que da vida.
Vida
Pedimos vida
Pedimos vida
Pedimos água
Um gole
Um gole
Antonio Oliveira
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