domingo, 3 de setembro de 2017

Leia-me
Passe em mim
Sua língua
E declama-me.
Me transformo em braille
Para que ao teu toque
Meus caminhos
Sejam conhecidos.
Percorra-me
Como se percorrem
Os rios e suas profundidades
Navega-me
E eu te levarei
Ao conhecer minhas
Intimidades
Minhas vontades
Mais escondidas
Proibidas.

Antonio Oliveira 
Roubar-te-ei um beijo
Se for preciso
Pra sentir o mel
Dos teus lábios
E no melhor sabor
Viajarei sem passagem
De volta
Só de ida.
Minha querida.
Irei ao céu
Passearei pelas estrelas
Tocarei em Saturno
E dele roubarei
Dois anéis
Pra fazer aliança
Com muita esperança
De você me aceitar
E nosso amor eternizar
Com seu sim, no altar.

Antonio Oliveira

Um momento pra pensar
E admirar teu corpo nu
Passar minhas mãos
Em cada canto
Numa massagem erótica
Te levar ao céu
Com meu toque
Olhar teu corpo estremecer 
De prazer, suar
Molhar
Bocas, lábios
Te realizar desejos
Realizando os meus...
Massageio teus seios
Tocando de leve os bicos
Eles ficam rígidos
Chupo-os e escuto gemidos...
Desco, tocando teu ventre
E enquanto vou descendo
Sinto tua pele arrepiar
Os pelos do teu sexo
Fazem cócegas em minhas mãos
Sinto-os molhados de desejo e vontade.
Tenho toda tua intimidade...
Vou dedilhando, numa massagem sensual
Gemidos,  pedidos...
Mais, boca, dedo...
Me encaixo em você 
Somos um numa transa de amor
Eu e você cheios de desejos
De vontades... 
Excitados de prazer... 


Antonio Oliveira
Resumidamente
Penso em poucas coisas
Mas dentre essa minoria 
Pensar em você
Sintetiza meu dia.
Pela manhã acordo
Pensando em teu sorriso
Como é lindo teu riso.
Já a tarde penso em teu rosto
As marcas que a vida colocou
Só engrandece a real beleza
E com certeza
Mais lindo que o teu não há.
Quando a noite chega 
Já estou farto de lembrar de você
Em minha mente já não cabe mais nada
Aí hora de te procurar
E confessar tudo o que pensei
Te falar que nos menores detalhes
Do meu dia
É  tão fácil te achar.

Antonio Oliveira 
As lágrimas das nuvens
Se confundem com as minhas
Que caem finas
No nebuloso rosto sofrido
Sem expressão...
Quantos dias de sol ardente
E no meu peito a escuridão desoladora
Que se tornou senhora
Ditando suas leis frias
E reinando no meu caus interno.
Quantos dias em que a boca sorria
Mas dentro de mim estava um inferno.
Pode viver assim?
Por quanto tempo viverei neste absurdo
Mundo de desilusão?
A chuva já passou mas as lágrimas
Continuam a cair.
Marcando meu rosto
Como as que lava marca
A terra por onde passa.
Marcas de dor

Antonio Oliveira